Motivando todos para o EBITDA

Caro leitor, saber como se preparar para o momento de instabilidade pelo qual passamos é o primeiro passo não só para garantir a sobrevivência do seu negócio, como também largar com toda força depois da crise. Não adianta de nada entrar em desespero em razão dos sinais de desaquecimento da economia e queda nas vendas. Isso não vai resolver o problema. A única saída para as empresas é buscar proteção para os tempos conturbados que estamos enfrentando e buscar opções para “organizar a casa” e voltar a crescer.

Neste contexto, sugiro a sua reflexão e até motivação para o EBTIDA (em inglês Earnings Before Interest Rates, Taxes, Depreciation and Armotization). Ele é um termo importado dos balanços norte-americanos e aqui no Brasil pode ser traduzido por LAJIDA, ou seja, o Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Não vou aqui expor características técnicas do nome e sua história, mas traduzir em aplicação prática para sua empresa neste momento instável da conjuntura econômica atual. Como é fácil deduzir, ele aponta a geração operacional de caixa da empresa, isto é, o quanto a sua empresa gera de recursos apenas com a sua atividade, sem levar em consideração os efeitos financeiros e tributários. Atente bem, “ o quanto a sua empresa gera de recursos apenas com a sua atividade”, ou seja, é o que envolve todos os componentes operacionais compreendendo grande parte da receita auferida e despesas incorridas.

A meta do EBITDA, e agora precisa ser da SUA EMPRESA, é concentrar os esforços no fluxo operacional e na capacidade da empresa em gerar caixa. Neste período de instabilidade econômica, freqüentemente acompanhado por um enxugamento de crédito, recomenda-se que a alta direção da empresa tome uma atitude bastante participativa e tome medidas-chave para mitigar riscos potenciais à geração de caixa, assim evitando que a empresa passe a sofrer uma crise de liquidez.

É importante gerar um senso de urgência em todos, assim proponho aos gestores postar a frase “Nós amamos fluxo de caixa” na parede das principais áreas de operações da empresa e convocar as lideranças para discutir uma série de medidas que possam ser tomadas para identificar e/ou eliminar riscos à geração de caixa. A seguir, proponho algumas ações práticas que podem ser aplicadas. Segue:

  1. Aumentar (e/ou fidelizar) receitas;
  2. Diminuir prazo de recebimento;
  3. Reduzir custos e despesas;
  4. Aumentar prazo de pagamento;
  5. Fazer uma análise da Curva ABC dos Estoques (utilize essa análise para eliminar SKUs obsoletos, por exemplo);
  6. Fazer um inventário geral (um inventário atualizado vai proporcionar mais eficiência ao setor de Supply Chain/Suprimentos (evitar compras desnecessárias, identificar perdas, etc.));
  7. Ser eficiente na gestão de recebíveis;
  8. Monitorar cuidadosamente as demonstrações financeiras;
  9. Evitar uma crise de liquidez através de negociações antecipadas com credores;
  10. Ter gente competente que ajude a ganhar dinheiro e a não perder dinheiro faz toda a diferença neste momento.

As possibilidades mencionadas acima não se esgotam, é apenas uma reflexão de pontos iniciais a serem tomados por sua empresa. Ah, e não esqueça da frase carinhosa: “Nós amamos fluxo de caixa”. Até a próxima!

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