Mentoring E O Processo De Escuta

Mentoring e o processo de escuta

Saber ouvir é uma das competências mais importantes no ser humano, seja qual for a sua profissão ou tipo de cargo que ocupa. Essencial para as pessoas que atuam como líderes e mentores.

Hoje eu quero falar sobre o poder da escuta nos processos de orientação, e deixar algumas sugestões para você que atua com o desenvolvimento de pessoas.

Em primeiro lugar, a escuta pode ser passiva ou ativa. Na escuta passiva, aquele que ouve não responde de forma verbal ao seu interlocutor, porém pode utilizar modelos de comunicação não-verbal para validar e se fazer presente no diálogo. Por exemplo, pode utilizar o sorriso, expressões faciais ou o olhar para comunicar algo.

Já na escuta ativa, existe a comunicação verbal, uma maior interação por meio de conselhos, perguntas e respostas ao interlocutor, o que torna o processo mais dinâmico. Mas é aqui que o “bicho pega”. Vejamos.

Mesmo sabendo que no mentoring, saber escutar o seu mentorado é fundamental para o sucesso na relação, temos algumas travas internas que dificultam esse trabalho. O grande problema é que o cérebro processa informações de forma muito mais rápida quando está na atividade de escuta. Assim, é muito comum ocorrer dois comportamentos: ou a pessoa deixa de escutar verdadeiramente o outro na metade da comunicação, respondendo algo incompatível com a sua necessidade (pois ele imagina que já entendeu o que está sendo dito), ou se intromete na fala, tentando adivinhar o que a pessoa irá falar.

Mas não se trata apenas da velocidade do cérebro. Tem algo mais aí. A questão é que nós fomos programados para sempre colocar em primeiro lugar as nossas verdades, ideias e referenciais. Típico do mundo ocidental, capitalista, racional. Como explica o médico e psicoterapeuta Humberto Mariotti, “quando alguém nos diz alguma coisa, em vez de escutar até o fim, logo começamos a comparar o que está sendo dito com os nossos referenciais. Temos uma reação instantânea, automática, linear, do tipo sim/não. É ela que fecha a nossa razão, que faz com que não possamos suspender, nem mesmo momentaneamente, nossos pressupostos e julgamentos”.

Mariotti explica que isso ocorre devido ao nosso ego ser frágil e medroso, em que ideias diferentes – a priori – não são bem-vindas. Como foi programado para ser competitivo, o ego invariavelmente vê os outros como adversários, e, portanto, sente-se sempre ameaçado por eles.

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1. Procure ouvir o seu interlocutor até o fim de sua comunicação, buscando eliminar os seus preconceitos e pressupostos sobre as informações que você está recebendo.
2. Não atrapalhe a fala ou tente adivinhar o que o seu interlocutor irá dizer.
3. Concentre-se na pessoa e no que está sendo dito, com foco e interesse genuíno.
4. Quando estiver ouvindo alguém, não saia do foco por meio de interferências externas, como celular, internet ou outros ruídos.

Tente colocar em prática essas dicas e depois me conte, ok?

 Bem, vou ficando por aqui. E se quiser tomar um cappuccino em um final de tarde qualquer, pode me convidar.

Até a próxima!
Guilherme Said

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